Michelle Bolsonaro manifesta apoio a André Mendonça em meio a embate no STF
Ex-primeira-dama chamou o ministro de "ungido do Senhor" após pedido de investigação feito por Alexandre de Moraes
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em publicação nas redes sociais em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Foto: Reprodução/Instagram @michellebolsonaro A ex-primeira-dama e candidata ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro publicou uma mensagem de apoio ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça em suas redes sociais. Na postagem, ela classificou o magistrado como "escolhido" e "ungido do Senhor". A manifestação ocorreu sem citar diretamente o atual cenário, mas ocorre no momento em que se acirram as tensões internas na Corte.
Na publicação, Michelle relatou ter tido uma revelação religiosa em uma sala de consagração antes de Mendonça ingressar no tribunal. Ela declarou que Deus abriu sua visão e ela viu o indicado entrando no STF "com uma nuvem branca" sobre a cabeça. "Depois daquele dia, tivemos a certeza de que aquela cadeira era sua", escreveu.
A ex-primeira-dama detalhou a forte rotina de orações pela indicação, relatando que chegou a ficar com o "rosto inchado" de chorar por três dias em um retiro espiritual clamando pela vida dele. Ela declarou que somente Deus, ela e seus intercessores sabem o quanto buscaram a presença divina na fase de indicação. Ela acrescentou que integrantes de igrejas continuam orando por Mendonça, afirmando que ele "foi chamado para este tempo".
Mendonça foi indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em julho de 2021. O nome aguardou quase cinco meses na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) até ser aprovado após sabatina de oito horas. A indicação foi confirmada no plenário do Senado por 47 votos a 32, sob celebrações de Michelle no local com manifestações religiosas e falas em línguas.
A mensagem de apoio coincide com um embate direto envolvendo o ministro no tribunal. Como relator do caso Master, Mendonça retirou o sigilo de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Os documentos apontam que o fundador do banco buscava interlocução com a cúpula da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.
Em reação, Moraes solicitou a abertura de investigação contra Mendonça por supostas irregularidades e interferência em apurações. Na última sexta-feira (4), o presidente do STF, Edson Fachin, assumiu a relatoria do caso em procedimento separado do inquérito das fake news. Fachin abriu prazo para manifestação da PGR e do próprio Mendonça.


