Natália Bonavides e Brisa Bracchi denunciam ameaças de morte e violência sexual
Parlamentares do PT no Rio Grande do Norte acionaram órgãos de segurança após receberem mensagens eletrônicas com ataques de gênero.
À esquerda: Dep. Natália Bonavides (PT-RN) (Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados). À direita: vereadora de Natal Brisa Bracchi (PT) (Foto: Otávio Augusto/Câmara Municipal de Natal). A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), determinou providências imediatas às forças de segurança estaduais após parlamentares do PT denunciarem ameaças de morte e violência sexual. A chefe do Executivo declarou indignação com as ameaças enviadas às vítimas e suas famílias. "No RN, não há espaço para violência política de gênero", publicou a governadora nas redes sociais.
As medidas ocorrem após a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) e a vereadora de Natal Brisa Bracchi (PT) formalizarem denúncias de intimidação. Ambas as parlamentares receberam mensagens eletrônicas contendo ameaças de agressão física e exposição de dados pessoais e de parentes. Até o momento, as autoridades policiais não confirmaram ligação direta entre os episódios.
A vereadora Brisa Bracchi, candidata a deputada federal, foi alvo de mensagens de e-mail com ofensas misóginas e LGBTfóbicas ligadas à sua orientação sexual. O texto descrevia violência física, indicava uma data específica para o ataque e citava uma transmissão ao vivo. O material foi encaminhado para a Polícia Civil do Rio Grande do Norte, a Polícia Federal (PF), a Ouvidoria da Mulher do TRE-RN e o Ministério das Mulheres.
Já a deputada federal Natália Bonavides recebeu uma mensagem no sábado (5) com ameaças detalhadas de estupro e esquartejamento. O remetente citou a organização Ku Klux Klan e a "Sociedade Secreta Carbonária". A equipe de Bonavides registrou o caso na Polícia Civil, na Polícia Legislativa e no Ministério Público Eleitoral (MPE).
Esta não é a primeira ocorrência contra Bonavides, que já teve um áudio com ameaças de morte investigado pela Polícia Federal no ano de 2024. Apesar dos ataques recebidos, as duas parlamentares informaram que manterão as suas agendas de trabalho e as atividades eleitorais regulares. "Não vou recuar", declarou a deputada federal.


