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,10/09/2026

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Quase 3 mil entidades empresariais cobram julgamento público do STF sobre crise institucional

Manifesto liderado pela Fiesp exige análise urgente no Plenário e afirma que ninguém está acima da lei


Quase 3 mil entidades empresariais cobram julgamento público do STF sobre crise institucional Fachada do STF com a estátua da Justiça, Foto: Nelson Jr/SCO/STF

Um grupo de 2.764 entidades representativas do setor produtivo divulgou o "Manifesto à Nação Brasileira" nesta quarta-feira (9). O documento cobra que o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) examine em sessão pública a crise institucional que atinge a Corte. As organizações exigem uma decisão com "absoluta urgência", afirmando que "ninguém está acima da lei".

A mobilização é capitaneada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e reúne associações, federações e sindicatos patronais. O documento foi publicado em veículos de imprensa e conta com uma página própria na internet aberta a novas adesões. Entre as signatárias estão a CNI, CNC, ACSP, Anfavea, Sinfavea, CACB, Faesp e Fecomercio-SP.

A reação do empresariado ocorre em meio ao acirramento da crise no Supremo envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, além de investigações ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Na terça-feira (8), Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. O episódio ampliou a tensão institucional e os desdobramentos no Judiciário.

No texto do manifesto, as entidades sustentam que a autoridade de um tribunal depende de "imparcialidade, transparência e exemplaridade". As organizações alertam que "cada dia é um dia a mais de descrédito" para o país. O documento registra ainda que o STF "é o guardião da Constituição, mas guardião algum está dispensado de prestar contas".

Ao exigir uma postura imediata do Plenário, o manifesto destaca que a resposta aguardada pela sociedade "não admite prazo". O texto enfatiza que o país atravessa uma instabilidade de extrema gravidade centrada na Corte. "A Sociedade Brasileira exige que o Plenário do Supremo examine em sessão pública os fatos, decida com absoluta urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo", diz o trecho central do documento.

As entidades declaram também que "não há Estado de Direito sem juízes acima de qualquer suspeita" e que, se a legitimidade é questionada, a segurança jurídica e a paz social se tornam incertas. O posicionamento acrescenta que "quem julga a Nação há de submeter-se, com idêntico rigor, ao julgamento do Direito, da Sociedade e da História". A publicação conclui reforçando que "o País já venceu crises profundas e delas saiu mais forte, porque, em cada uma, houve quem se recusasse a calar" e que "ninguém, ninguém está acima da LEI!".




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