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,10/09/2026

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Lula defende quebra completa de sigilo no caso Banco Master e cita crise no Judiciário

Presidente cobrou divulgação integral das investigações e relacionou o escândalo às disputas recentes envolvendo o STF e a Polícia Federal.


Lula defende quebra completa de sigilo no caso Banco Master e cita crise no Judiciário Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Em publicação nas redes sociais, o presidente Lula defendeu a quebra completa do sigilo das investigações sobre o Banco Master. O chefe do Executivo afirmou que o país precisa conhecer a íntegra das informações de todos os citados na apuração. "É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade", declarou o presidente.

Lula classificou o episódio como o maior crime financeiro da história do país e vinculou a divulgação dos dados ao enfrentamento das instabilidades no Poder Judiciário. "Diante da gravidade do maior crime financeiro da história do Brasil, o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário", publicou em suas redes sociais.

A cobrança do presidente ocorreu após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinar a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal. O ministro também reconduziu Leandro Almada à Diretoria de Inteligência Policial. A decisão atendeu a um pedido do próprio comandante da corporação.

A medida de Dino reverteu a determinação da 2ª Turma do STF, que havia mantido o afastamento preventivo assinado pelo ministro André Mendonça. Andrei Rodrigues argumentou que a remoção prejudicava apurações supervisionadas por Dino, que envolvem o uso de emendas parlamentares e materiais do filme Dark Horse.

Esta é a segunda manifestação do presidente sobre o tema em poucos dias. Anteriormente, Lula já havia defendido uma apuração "sem blindagem de ninguém" e cobrado posicionamentos do presidente do STF, Edson Fachin, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para resguardar as instituições.




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