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,10/09/2026

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OAB-DF investiga escritório da família de Alexandre de Moraes e advogado Ciro Soares

Procedimento ético-disciplinar se baseia em relatório da Polícia Federal sobre o Banco Master e apura contrato de honorários de R$ 131 milhões


OAB-DF investiga escritório da família de Alexandre de Moraes e advogado Ciro Soares O ministro Alexandre de Moraes e a advogada Viviane Barci de Moraes. Foto Albino Oliveira - Ascom MDA

A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) abriu um procedimento ético-disciplinar contra os sócios do escritório Barci & Barci Advogados, integrado pela esposa e filhos do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A entidade também determinou a abertura de apuração contra o advogado Ciro Soares.

O anúncio foi feito pelo presidente da seccional, Paulo Maurício Siqueira, durante sessão extraordinária do Conselho Pleno. A sociedade investigada reúne a advogada Viviane Barci de Moraes, seus filhos Giuliana Barci de Moraes e Alexandre Barci de Moraes, além dos advogados Ana Cláudia Consani de Moraes e Fernanda Ghiuro Valentini Fritoli.

A investigação se fundamenta em relatório da Polícia Federal relativo às apurações sobre o Banco Master e seu ex-controlador Daniel Vorcaro. O documento reúne dados sobre tratativas e um contrato de R$ 131 milhões em honorários ao longo de três anos. A divulgação das informações ocorreu após o ministro André Mendonça retirar o sigilo do processo no STF.

O advogado Ciro Soares foi incluído no procedimento sob a suspeita de atuar como ponte de comunicação entre Daniel Vorcaro e autoridades públicas. Segundo o relatório da PF, Soares teria intermediado contatos entre o empresário e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Ao comunicar a abertura das apurações, o presidente da OAB-DF destacou o dever institucional de averiguar os fatos. "A advocacia não é meio para cometimento de crimes", declarou Paulo Maurício Siqueira ao defender a medida.

Em nota oficial, o escritório Barci de Moraes criticou a decisão e apontou motivação política. "O escritório Barci de Moraes lamenta que questões já analisadas e arquivadas pela PGR sejam utilizadas em contexto eleitoral na OAB-DF", afirmou a banca. O texto acrescenta que o caso já foi arquivado e pede que a seccional reveja suas declarações.

A OAB-DF informou que os casos tramitarão sob sigilo legal no Tribunal de Ética e Disciplina. A seccional ressaltou que o procedimento não representa antecipação de culpa e garantirá o direito ao contraditório e à ampla defesa para a comprovação da regularidade dos serviços prestados.




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