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,18/09/2026

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PF informa a Fachin que pode enviar cópias do celular de Vorcaro a ministros do STF

Corporação confirmou que o aparelho original permanece sob sua custódia e possui condições técnicas para atender solicitações dos gabinetes.


PF informa a Fachin que pode enviar cópias do celular de Vorcaro a ministros do STF Dados extraídos do celular do ex-banqueiro estão sob custódia da Polícia Federal. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal informou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, que possui "plenas condições técnicas" para produzir cópias idênticas dos dados do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e enviá-las aos gabinetes dos ministros que as solicitarem. A corporação confirmou que o aparelho e a extração original das mídias permanecem sob sua guarda direta e com lacres íntegros.

Os esclarecimentos foram prestados após determinação de Fachin para que a PF detalhasse as condições do material apreendido na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master. A instituição esclareceu que o arquivo enviado em março ao gabinete do relator, ministro André Mendonça, era apenas uma cópia solicitada pelo próprio gabinete, e não o acervo original.

A manifestação da PF antecede a análise em plenário de um relatório sobre mensagens entre o dono do Banco Master e o ministro Alexandre de Moraes. Integrantes da Corte, como os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, cobraram acesso à íntegra dos dados. A Procuradoria-Geral da República também reiterou o pedido de liberação do conteúdo a todos os ministros antes da sessão.

Ao criticar a restrição promovida pelo relator, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que "não cabe ao ministro relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento". Em petição, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que a medida garante a paridade no julgamento, visto que "a subsistência de acesso assimétrico ao acervo informativo compromete a paridade entre os integrantes da Corte e, em última análise, a própria colegialidade que deve presidir o julgamento".

O ministro André Mendonça declarou que a mídia guardada em seu gabinete é uma cópia de segurança "lacrada" e "inacessível", voltada para ser usada caso ocorra perda do acervo original. Por sua vez, a Polícia Federal reiterou que mantém o material original sob custódia, colocando-se à disposição da Corte para prestar novas informações ou realizar exames periciais de integridade.




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