Defesa de Cezinha de Madureira nega crimes e questiona operação da PF no período eleitoral
Advogados afirmam que parlamentar está à disposição da Justiça e sustentam que nenhuma irregularidade foi cometida
Dep. Cezinha de Madureira (PL - SP). Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados A defesa do deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) negou qualquer irregularidade atribuída ao parlamentar e questionou a realização da nova fase da Operação Transparência, deflagrada pela Polícia Federal. Em nota divulgada pelo escritório Carneiros Advogados, a equipe jurídica sustentou que o deputado está à disposição das autoridades e que o andamento das investigações demonstrará a licitude de sua conduta.
Os advogados do parlamentar criticaram a execução das medidas cautelares a menos de três semanas do primeiro turno das eleições. Segundo a manifestação, com base na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ações desse porte deveriam ser conduzidas "com a devida distância de qualquer circunstância política ou eleitoral".

Nota oficial divulgada pela defesa do deputado federal Cezinha de Madureira. Foto: Reprodução / Instagram
No comunicado publicado após o cumprimento dos mandados, os defensores reafirmaram a disposição de prestar esclarecimentos às autoridades. A nota oficial destaca: "Com a tranquilidade de quem confia plenamente na Justiça e certo de sua conduta sempre ilibada, o deputado federal Cezinha de Madureira está à disposição das autoridades e prestará todos os esclarecimentos necessários."
O posicionamento ocorre após a Polícia Federal cumprir quatro mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo contra Cezinha de Madureira e sua esposa, a advogada Valéria Rodrigues Linhares. A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, no âmbito de apuração sobre suposto tráfico de influência, corrupção e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal investiga se integrantes do grupo negociavam a cobrança de valores sob a promessa de interferir em decisões do STF e do Superior Tribunal de Justiça. Na decisão, o ministro Flávio Dino apontou que o parlamentar usava o cargo para sugerir influência sobre magistrados. A PF ressaltou que não há elementos indicando a participação de membros do Judiciário nas suspeitas.
A Operação Transparência é um desdobramento de investigações iniciadas em dezembro de 2025 sobre a destinação de emendas parlamentares. O processo também menciona a apreensão pela PF de R$ 510 mil em espécie com Valéria Linhares em agosto de 2026, montante que a defesa declarou ter origem lícita.


