Lula atribui críticas de Flávio Bolsonaro a Moraes a razões pessoais e cobra explicações sobre valor de filme
Presidente afirmou que senador tem ressentimento por decisões judiciais do STF e rebateu acusações da oposição sobre o INSS visando a eleição de 2026.
Foto: Ricardo Stuckert O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as críticas do senador Flávio Bolsonaro ao ministro Alexandre de Moraes ocorrem por motivações pessoais e incômodo com decisões do Supremo Tribunal Federal. Durante entrevista ao podcast Desce a Letra, no Palácio da Alvorada, o petista cobrou explicações sobre o repasse de R$ 130 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o patrocínio do filme "Dark Horse", que aborda a trajetória de Jair Bolsonaro. "Ele tem que explicar é cadê os R$ 130 milhões que ele pegou do Vorcaro para o filme do seu pai, aquele filme mequetrefe", declarou o chefe do Executivo.
De acordo com o presidente, a contrariedade do parlamentar está relacionada às investigações sobre a tentativa de golpe nos atos de 8 de janeiro de 2023, a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e o desfecho da apuração da morte de Marielle Franco. Lula sustentou que o opositor teme o avanço dos processos na Suprema Corte e declarou que "Flávio tem raiva de Moraes porque ele mandou prender o cara que matou Marielle. Prendeu o pai deles e os golpistas que tentaram fazer o 8 de Janeiro".
Ao comentar a pressão da oposição por investigações contra seu filho Lulinha, o presidente rebateu as acusações e atribuiu aos adversários a responsabilidade por irregularidades nas aposentadorias do INSS e pela criação da estrutura do Banco Master. Durante a transmissão, Lula declarou que "Eles criaram o Banco Master. Criaram um banqueiro e eu tornei o banqueiro prisioneiro. Eles criaram a quadrilha do INSS e eu prendi a quadrilha. Mas eles tem muita rapidez da internet e tentam jogar toda a culpa deles em cima do nosso governo".
O presidente afirmou ainda que a atuação de seu grupo político na pré-campanha de 2026 buscará expor esse cenário aos eleitores. Ao avaliar a conduta dos opositores, Lula declarou que "É quase que uma quadrilha e não uma família. E cabe ao PT colocar isso na ponta da língua para todo mundo dizer". Ao avaliar a disputa política, o presidente declarou que o eleitorado não pode escolher uma pessoa desqualificada para presidir o país. Lula reforçou que o partido trabalhará para apresentar a versão dos fatos aos eleitores ao longo da campanha.


