PGR dá parecer favorável para Henrique Vorcaro realizar exames médicos fora da prisão
Paulo Gonet concordou com saída temporária por suspeita de diverticulite, mas defendeu manutenção da prisão preventiva de coinvestigado
Montagem mostra, à esquerda, o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco (Foto: Carlos Moura/SCO/STF), e, à direita, o empresário Henrique Vorcaro (Foto: Reprodução), pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se favoravelmente à saída temporária de Henrique Vorcaro do presídio para a realização de exames médicos. A petição foi encaminhada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do processo. A solicitação da defesa justifica-se por sintomas de diverticulite apresentados pelo detento em Minas Gerais.
Ao avaliar o caso, o chefe da PGR informou não ver impedimentos para a realização dos procedimentos de saúde. Gonet pontuou que a autorização "deve estar sujeita ao regramento do estabelecimento prisional, que deve estabelecer a melhor forma de sua operacionalização". Ele ressaltou que a avaliação médica prévia indicou ausência de urgência e prescreveu antibióticos "por obstinação do paciente".
A defesa relatou que o investigado apresentou mal-estar em agosto e foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento. Com a indicação de exames por um profissional particular, os advogados pediram a liberação alegando falta de análise pela direção penitenciária. A defesa também acionou a presidência do STF para pedir a substituição da prisão preventiva por domiciliar.
No mesmo documento, o procurador-geral defendeu a manutenção da prisão preventiva de Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos. Tanto ele quanto Henrique Vorcaro estão detidos desde maio por determinação judicial.
A investigação da Polícia Federal apura a existência de organização criminosa suspeita de intimidação, coerção e acesso ilícito a dados sigilosos para beneficiar o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Quando ocorreu a prisão, a defesa de Henrique afirmou em nota que a medida se baseava "em fatos cuja comprovação da licitude e do lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo". Os advogados declararam ainda na ocasião que "o ideal seria ouvir as explicações antes de medida tão grave e desnecessária".


