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,08/10/2026

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Projeto cria programa nacional para mapear e desenvolver jovens atletas em regiões isoladas

Proposta prioriza áreas com baixo IDH, comunidades tradicionais e periferias sem infraestrutura esportiva.


Projeto cria programa nacional para mapear e desenvolver jovens atletas em regiões isoladas Programa Brasil Que Revela prevê estrutura para identificar jovens atletas em áreas vulneráveis. / Foto: Imagem gerada por IA (Gemini)

Uma nova proposta em análise no Congresso Nacional prevê a criação de uma estrutura pública para descobrir e acompanhar crianças e jovens com potencial esportivo em áreas isoladas e periféricas do país. O Projeto de Lei 2507/26 institui o programa Brasil Que Revela, focado em atuar onde a infraestrutura para a prática de esportes é limitada ou inexistente. A iniciativa busca integrar o mapeamento de talentos ao desenvolvimento social dos participantes.

A medida prevê ações diretas como a realização de peneiras públicas sem custos, exames físicos, acompanhamento nutricional e a entrega de equipamentos para os treinos. O texto autoriza a União a financiar centros regionais de avaliação, além de criar unidades móveis para alcançar regiões de difícil acesso. O planejamento também contempla o auxílio no custeio de transporte e alimentação complementar para os atletas selecionados.

Ao defender a proposta, o autor da matéria, deputado Duda Ramos (Pode-RR), apontou a falta de mecanismos públicos para localizar promessas do esporte no interior do país. O parlamentar destacou que "milhares de jovens talentos permanecem invisíveis por ausência de estrutura mínima de identificação, acompanhamento e desenvolvimento esportivo". Segundo ele, a falta de apoio impede o surgimento de novos atletas, acrescentando que "o próximo craque brasileiro pode estar hoje em uma comunidade isolada da Amazônia".

O programa estabelece prioridade no atendimento a municípios da Amazônia Legal, áreas rurais, periferias urbanas e comunidades tradicionais, como indígenas, quilombolas e ribeirinhos. Serão atendidas preferencialmente as cidades com baixos índices de desenvolvimento humano e com escassez de equipamentos esportivos.

A execução da proposta estabelece diretrizes obrigatórias para resguardar os participantes. Entre as exigências estão a total gratuidade das atividades, o incentivo à presença na escola, o estímulo à participação feminina e a proteção integral contra a exploração de menores de 18 anos.

Para colocar a estrutura em funcionamento, o texto permite parcerias com redes públicas de ensino, universidades, institutos federais, clubes e associações comunitárias. Os recursos orçamentários poderão vir de verbas próprias ou de fundos destinados à educação, esporte, juventude, assistência social e desenvolvimento regional.
















Em tramitação na Câmara dos Deputados em caráter conclusivo, o projeto passará pelas comissões do Esporte, de Previdência e Família, de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça. Caso seja aprovado no conjunto das comissões, o texto seguirá para a análise do Senado Federal antes de virar lei.




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