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,15/10/2026

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Kassio Nunes Marques manda tirar canal 'Exército do Lula' do ar até registro no TSE

Presidente da corte eleitoral exige cadastro prévio da ferramenta e determina monitoramento de redes das campanhas


Kassio Nunes Marques manda tirar canal 'Exército do Lula' do ar até registro no TSE Presidente do TSE estabeleceu condições para o funcionamento do canal de mensagens durante o segundo turno das eleições. / Foto: Luiz Roberto/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral determinou o bloqueio temporário do canal digital Exército do Lula em aplicativo de mensagens. A medida foi proferida pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, e estabelece que a plataforma só poderá voltar a funcionar após a realização do devido registro oficial perante a Justiça Eleitoral.

A decisão baseia-se na ausência de comunicação prévia sobre o uso da ferramenta como meio formal de propaganda da campanha. A plataforma foi criada pelo deputado federal André Janones. Em seu despacho, o magistrado alertou para a possibilidade de responsabilização da coligação partidária e pontuou que "a ausência da comunicação exigida constitui fundamento suficiente para impedir a continuidade da utilização eleitoral do canal enquanto não regularizada sua situação perante esta Justiça especializada, observados os prazos normativos aplicáveis".

Além de interromper as atividades do grupo, o ministro fixou diretrizes para a fiscalização contínua de postagens e estendeu o acompanhamento aos canais mantidos pela chapa de Flávio Bolsonaro. A empresa Meta também foi notificada para monitorar as publicações e remover imediatamente conteúdos idênticos ou equivalentes aos alvos de ordens de exclusão em vigor.













O ato judicial ocorre no contexto de um impasse interno no tribunal e de uma disputa de liminares entre as candidaturas, antecedendo reunião agendada entre o magistrado e os representantes de ambos os lados. Anteriormente, uma ordem inicial de bloqueio dada por Nunes Marques havia sido revogada pelo corregedor Villas Bôas Cueva, sendo que a primeira suspensão da ferramenta motivou críticas do presidente Lula, que chegou a classificar a medida como "tendenciosa".




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