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,15/10/2026

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Flávio Bolsonaro anuncia voto favorável ao fim da escala 6x1 após visitar o pai em Brasília

Senador defendeu que o governo pague a conta das contratações adicionais e voltou a se encontrar com o ex-presidente Jair Bolsonaro.


Flávio Bolsonaro anuncia voto favorável ao fim da escala 6x1 após visitar o pai em Brasília Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A proposta de emenda constitucional que altera o regime de trabalho no país ganhou o apoio formal do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). O parlamentar confirmou que votará a favor do fim da escala 6x1 durante a tramitação do projeto no Senado. A matéria já recebeu aprovação prévia na Câmara dos Deputados.

Ao detalhar a decisão, o senador afirmou que o posicionamento atende ao desejo popular. Ele declarou que votará pela mudança porque é o que "a maioria dos trabalhadores brasileiros quer". O parlamentar acrescentou que o Estado precisará assumir os custos financeiros gerados pelas mudanças no setor produtivo.

O candidato prometeu que, se eleito, o governo "pagará essa conta, porque os empresários estão quebrados". Ele alertou que a diminuição da jornada de 44 para 40 horas semanais exigirá mais contratações pelas empresas. "Obviamente, quando você reduz a jornada de trabalho, será necessária a contratação de mais pessoas, tem o risco de muita gente ir para a informalidade", disse.

Flávio reafirmou a defesa de um modelo baseado no pagamento por hora trabalhada mediante contrato direto. Ao questionar a rigidez da proposta atual para formatos flexíveis, o parlamentar citou situações do cotidiano profissional. "Como é que fica a pessoa que trabalha de home office? Como é que fica aquela mãe que não tem com quem deixar o seu filho, só pode trabalhar, por exemplo, quatro horas por dia, só pode trabalhar de manhã, ou só pode trabalhar de tarde? Vai continuar engessada a jornada dela", falou.

O posicionamento atual diverge de declarações anteriores do próprio senador, que classificava a pauta como oportunista. O senador e governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), já havia sinalizado que o aliado pretendia votar favoravelmente à proposta.

A declaração foi feita logo após o presidenciável visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em Brasília. O ex-mandatário cumpre prisão domiciliar humanitária decorrente de condenação do Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de reclusão. O encontro ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes liberar as visitas, atendendo ao fim da suspensão de 90 dias e ao parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.

A proibição temporária havia sido aplicada em julho por causa do compartilhamento na internet de uma carta entregue ao senador. Na saída do novo encontro, Flávio comentou as conversas privadas com o pai. "Óbvio que ele dá umas dicas. Só não vou ficar externando porque, realmente, pode ser interpretado de forma maldosa e acabar sendo revertido contra ele", declarou.

O parlamentar também questionou as limitações mantidas pela decisão judicial aos diálogos familiares. "Como ele pode proibir o que eu vou conversar com meu pai no reservado?", indagou. Segundo ele, o ex-presidente demonstra bom humor, satisfação com o andamento do pleito e "esperança de que o Brasil vai mudar".


















No mesmo dia da visita, as equipes jurídicas de Flávio e do presidente Lula agendaram reunião com o ministro Kassio Nunes Marques no Tribunal Superior Eleitoral. A discussão envolve pedidos de remoção de conteúdos de propaganda eleitoral. Sobre o encontro no TSE, o candidato afirmou esperar que o PT "pare de mentir". Questionado por jornalistas sobre a presença em debates televisivos, Flávio não respondeu e deixou o local.




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