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,15/10/2026

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TSE autoriza reativação do canal "Exército do Lula" no WhatsApp após acerto com campanha de Flávio

Presidente do tribunal dispensou prazo de 48 horas após concordância do adversário; espaço digital reúne mais de 4 milhões de inscritos.


TSE autoriza reativação do canal Decisão do TSE autoriza retorno de canal digital administrado por parlamentar na campanha eleitoral. / Foto: Luiz Roberto/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou a liberação imediata do canal "Exército do Lula" no WhatsApp. A medida foi tomada na quarta-feira (14) depois que a campanha do candidato petista formalizou o registro da página na Justiça Eleitoral e a equipe de Flávio Bolsonaro (PL) aceitou a retomada sem a necessidade de espera.

A decisão atendeu a um pedido da campanha do PT, que cobrou do TSE tratamento igualitário entre os candidatos. Os representantes petistas argumentaram que o grupo adversário "Tropa do Flávio" também havia sido cadastrado recentemente na Justiça Eleitoral, mas sem a obrigação de aguardar a espera de 48 horas para entrar em operação.


Diante da contestação, o ministro Nunes Marques dispensou o cumprimento do prazo de 48 horas para a utilização de endereços eletrônicos registrados entre o primeiro e o segundo turno das eleições. A medida aplica uma alteração regulamentar que ainda será submetida ao referendo do plenário do tribunal.


Com mais de 4 milhões de seguidores, o "Exército do Lula" é administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e atua como uma das principais ferramentas de mobilização digital da campanha do PT. A suspensão havia sido solicitada por Flávio Bolsonaro sob a acusação de disseminação de informações falsas ou fora de contexto contra sua candidatura.


Ao concordar com o retorno imediato sem a exigência das 48 horas de espera, a equipe de Flávio condicionou sua decisão à manutenção de medidas rigorosas de controle. A determinação exige o acompanhamento contínuo das atividades, a preservação de todos os registros no WhatsApp e a supervisão direta da campanha de Lula sobre a página.

A nova determinação encerra um impasse jurídico ocorrido ao longo da semana no tribunal. No domingo (11), Nunes Marques havia suspendido o grupo após acusações de desinformação, mas o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a ordem por entender que faltavam provas consistentes e questionar a competência administrativa para o ato.














Investigações técnicas da Corte não confirmaram o disparo das notícias falsas alegadas pela contestação. Embora o caso tenha sido regularizado com a supervisão formal assumida pela campanha de Lula, eventuais responsabilidades individuais do parlamentar mineiro continuam passíveis de apuração, restando pendente para momento posterior a definição de critérios gerais sobre canais de apoiadores.




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