Ana Elisa critica boicote a comércios de petistas e denuncia ameaças de médicos a pacientes
Deputada federal eleita repudiou a escalada da intolerância política após relatos de profissionais de saúde sugerindo alterações em tratamentos por divergências partidárias.
Deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) se manifesta contra boicotes e intolerância política. Foto: Reprodução/Instagram/@anaelisast O avanço da disputa política no país atingiu a área da saúde, com profissionais utilizando redes sociais para anunciar medidas contra pacientes por divergências partidárias. A denúncia foi feita pela deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), que alertou para a gravidade de publicações na internet que sugerem atitudes discriminatórias no atendimento médico.
Segundo a parlamentar, a menção explícita à troca de medicamentos de pacientes por razões ideológicas representa um nível crítico de intolerância. "Começou com uma lista de boicote de comércio, agora alguns médicos já estão anunciando boicotar as vidas das pessoas", afirmou Ana Elisa. Para ela, tais atos ultrapassam os limites do debate público. "Quando você anuncia no seu Instagram que vai trocar os remédios das pessoas, nada mais é do que boicote à existência daquela outra pessoa. Isso é preocupante", declarou, questionando: "Onde nós vamos parar?".
Em gravação divulgada nas redes sociais, a parlamentar detalhou seu posicionamento sobre o caso. Confira as declarações da deputada Ana Elisa sobre o tema.
A escalada do conflito teve início com a elaboração de listas restritivas e boicotes direcionados a estabelecimentos comerciais pertencentes a petistas. Além do impacto nas relações sociais, a deputada ressaltou o prejuízo financeiro causado por esse tipo de ação na economia nacional. "Depois não precisa reclamar da economia do país se vocês estão boicotando a economia do país", ponderou.
Ao defender que escolhas ideológicas não devem interferir na prestação de serviços comerciais, Ana Elisa utilizou a própria rotina diária como exemplo. A parlamentar garantiu que manterá o atendimento em locais onde os profissionais declaram apoio ao bolsonarismo, mencionando serviços habituais como cabelo, unha, depilação e sobrancelha.
A decisão apoia-se estritamente na qualidade técnica do trabalho oferecido, rejeitando a discriminação comercial baseada em posicionamentos políticos. "Eu sei que essas pessoas são boas de serviço e eu não compactuo com fazer lista, seja ela qual for, inclusive se aquela pessoa que me atende é bolsonarista", concluiu.


