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,28/10/2026

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Dos EUA, Flávio Bolsonaro contesta derrota eleitoral e se declara líder do Brasil em manifesto

Senador deixou o país após ordem do STF para apreensão de passaportes e divulgou documento com críticas ao processo eleitoral e ao Judiciário.


Dos EUA, Flávio Bolsonaro contesta derrota eleitoral e se declara líder do Brasil em manifesto Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Dos Estados Unidos, para onde viajou acompanhado da família, o senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou um manifesto em que se declara líder do Brasil e contesta o resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A manifestação ocorreu nesta quarta-feira (28), um dia após a saída do parlamentar do território nacional.

O documento foi tornado público pelo jornalista Paulo Figueiredo. Em uma versão inicial, divulgada cerca de uma hora antes, o texto classificava o parlamentar do Partido Liberal (PL) como verdadeiro presidente eleito, trecho que acabou modificado posteriormente para a indicação de liderança política nacional.






No comunicado encaminhado do exterior, o senador argumentou que sua partida do país não configurou uma fuga, mas sim uma manobra política para seguir no comando da oposição ao governo eleito. "Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece", declarou Flávio Bolsonaro.

O parlamentar também expressou agradecimento ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), e ao presidente da Argentina, Javier Milei (La Libertad Avanza), pelo acolhimento fora do país. No manifesto, o candidato derrotado incluiu ainda comparações a personalidades políticas e históricas como Rui Barbosa, Floriano Peixoto, Charles de Gaulle, Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina.

Sem apresentar provas, a declaração relaciona a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a um suposto golpe de Estado ligado ao Judiciário. O principal questionamento apresentado no texto envolve a prorrogação da votação até as 19h no dia do pleito, autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A própria campanha de Flávio Bolsonaro havia feito pedido semelhante no dia da votação, que contabilizou 34.808 votos após as 17h.

O senador afirmou que pretende dar continuidade às suas atividades políticas no exterior para evitar constrangimentos a aliados políticos no Brasil. "Liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr", afirmou o integrante do PL.

A viagem do parlamentar ocorreu na esteira de decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que proibiu o senador de deixar o Brasil e determinou a entrega de seus passaportes comum e diplomático. A intimação da Polícia Federal (PF) foi formalizada na segunda-feira (26), após pedido feito pela instituição minutos depois da divulgação do resultado eleitoral.

Para chegar ao destino final, o senador, a esposa e as duas filhas cruzaram a fronteira do Brasil com a Argentina na noite de terça-feira (27). O deslocamento incluiu uma rápida parada intermediária no Equador antes do desembarque nos Estados Unidos.



















A disputa presidencial do segundo turno, realizada no domingo (25), foi encerrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que somou 64.256.232 votos (51,79%). Flávio Bolsonaro (PL) finalizou a apuração com 59.826.041 votos (48,21%).




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