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,25/09/2026

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'Se meter a mão, vai perder', afirma Lula sobre eventual interferência de Trump nas eleições

Durante ato político no Rio de Janeiro, presidente defendeu a soberania nacional e rejeitou ingerências externas no processo eleitoral de 4 de outubro.


'Se meter a mão, vai perder', afirma Lula sobre eventual interferência de Trump nas eleições O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Entrevista ao Jornal da Record, no Palácio da Alvorada, Brasília - DF. Foto: Ricardo Stuckert.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quinta-feira (24) que o Brasil não aceitará ingerência externa nas eleições gerais de 2026. Durante agenda pública em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o chefe do Executivo afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, será derrotado caso tente interferir no pleito brasileiro.

A declaração ocorreu durante uma caminhada ao lado do candidato ao governo fluminense Eduardo Paes (PSD) e dos postulantes ao Senado Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD). Na ocasião, a dez dias da votação marcada para 4 de outubro, Lula relatou ter abordado o tema diretamente com o líder norte-americano. "Eu disse para o Trump que nas eleições aqui, se ele meter a mão, vai perder aqui as eleições. A gente não vai aceitar a ingerência de ninguém", disse o presidente.

A manifestação no município fluminense reforça o posicionamento adotado por Lula na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York. Em discurso proferido na terça-feira (22), o presidente sustentou que a democracia brasileira pertence aos cidadãos do país e declarou que a nação não cabe no quintal de ninguém. Ele acrescentou que o sistema eleitoral nacional é moderno e robusto, destacando que os eleitores decidirão entre a democracia e o negacionismo.

O tema também havia sido abordado pelo presidente na quarta-feira (23), em encontro com artistas na capital fluminense. O petista rechaçou a necessidade de intromissão americana em assuntos de segurança interna, como a classificação de facções criminosas, e afirmou que o Brasil sabe cuidar de seus próprios problemas.




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