Políticos de esquerda no Brasil repercutem derrota do Partido Republicano de Donald Trump nas eleições dos EUA
Parlamentares associam resultado das eleições de meio de mandato norte-americanas à recente vitória de Lula e a um movimento global contra a extrema-direita.
Foto: Reprodução / Flickr Casa Branca A contagem de votos das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos (EUA), realizada hoje, indicou a vitória do Partido Democrata e o enfraquecimento do Partido Republicano, legenda liderada pelo presidente norte-americano Donald Trump. A apuração parcial das 7h30 confirmou a maioria democrata na Câmara (228 a 139) e no Senado (54 a 44), além da perda de governos estaduais pelos republicanos.
O resultado eleitoral na América do Norte gerou manifestações de políticos da esquerda brasileira em redes sociais como o X e o Instagram. Parlamentares e integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relacionaram o pleito estadunidense ao cenário político nacional e ao avanço de pautas progressistas no mundo.
A deputada federal reeleita Erika Hilton (PSOL-SP) classificou a apuração como uma derrota marcante para Trump e destacou a perda republicana no estado do Texas. Ela mencionou que o local abriga o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e seria o destino do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sugerindo impactos na permanência dos parlamentares nos EUA.
"Os números das eleições nos EUA apontam uma derrota humilhante para Donald Trump e que a vitória do Presidente Lula contra o bolsonarismo há 10 dias pode entrar na história como o início da derrota de uma onda fascista global. Tudo começou com a gente, aqui no Brasil, derrotando a interferência do Trump, dos bilionários e das big techs. Tudo começou com VOCÊ, com o seu voto. E tudo continua dependendo de você. Continue mobilizado!", declarou Hilton em uma das publicações.
Em outra postagem sobre o cenário no Texas, a parlamentar destacou: "URGENTE Os aliados de Donald Trump conseguiram PERDER a cadeira do Senado e o governo do estado do Texas, um dos estados mais trumpistas do país, pro Partido Democrata. É lá onde mora o fugitivo Eduardo Bolsonaro e onde o derrotado Flávio Bolsonaro pretende morar. A estadia de ambos nos EUA, apesar de ser concedida pelo governo federal dos EUA e não pelo governo do Texas, pode estar em risco pela derrota humilhante de Trump no estado e no resto do país."
Outros líderes governistas enfatizaram a conexão entre a eleição brasileira e o pleito norte-americano. O deputado federal André Janones (Rede-MG) e o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), declararam que a recente vitória de Lula influenciou o eleitorado nos Estados Unidos.
A deputada federal reeleita Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e o Secretário Nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, apontaram a vitória da oposição americana como reflexo de mobilizações populares e do avanço de grupos como os Socialistas Democráticos da América (DSA).
Éden Valadares defendeu uma mudança profunda ao publicar: "A democracia respira, o povo reage e a esperança se ergue. A vitória do Presidente Lula no Brasil e a derrota de Donald Trump nos EUA impõem a necessidade de uma nova agenda política, social, cultural e econômica — que rejeita o ódio, a intolerância e o preconceito como expedientes".
A deputada eleita e ex-ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, ressaltou a conquista de cargos inéditos por mulheres e minorias em diversos estados norte-americanos, citando triunfos eleitorais no Texas, Novo México, Ohio, Illinois e Carolina do Sul.
"A onda democrata nos Estados Unidos trouxe resultados históricos! Keisha Lance Bottoms será a primeira mulher negra governadora de um estado americano; Deb Haaland, a primeira mulher indígena a governar o Novo México; Gina Hinojosa será a primeira governadora latina do Texas; e Amy Acton, a primeira mulher eleita governadora de Ohio", destacou Anielle Franco.


