PL lança Rogério Marinho à Presidência do Senado e busca unificar oposição
Senador afirma contar com mais de 40 votos para a eleição de 2027, enquanto oposição negocia aliança com Tereza Cristina para enfrentar Davi Alcolumbre.
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado O Partido Liberal (PL) oficializou nesta quarta-feira (4), em reunião de lideranças na sede da sigla, em Brasília (DF), a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à Presidência do Senado Federal. A eleição está marcada para fevereiro de 2027, e o parlamentar, que já disputou o cargo em 2023, tenta novamente assumir o comando da Casa Alta.
Com projeção de formar a maior bancada do Senado na próxima legislatura, reunindo 29 parlamentares, a legenda também possui o apoio formal do Partido Novo (Novo). Durante o ato de lançamento, Marinho declarou que o grupo oposicionista já contabiliza mais de 40 votos declarados, marca próxima dos 41 necessários para vencer a disputa.
Apesar do anúncio, o projeto enfrenta a pré-candidatura paralela da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que busca atrair o Centrão e pleiteia ser a primeira mulher a presidir o Senado. Para evitar a divisão dos votos da direita frente ao atual comando da Casa, interlocutores negociam o alinhamento dos dois nomes antes da votação secreta.
"Tereza tem toda a legitimidade de ser candidata", afirmou Marinho. "Ela certamente vai tentar viabilizar a sua candidatura, é o que nós estamos fazendo aqui, é o atual que deve estar fazendo. E no momento oportuno e pelo nosso acerto entre nós, nós vamos convergir."
O pré-candidato reforçou que mantém diálogo com a parlamentar do Partido Progressistas (PP) focado na composição de forças para derrotar o atual presidente da instituição, senador Davi Alcolumbre (União-AP). O entendimento interno também foi destacado pelo líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ).
"A senadora Tereza é nossa parceira, está do mesmo lado, comungamos das mesmas bandeiras, dos mesmo propósitos. E, juntos, faremos o possível para derrotar o atual presidente, senador Davi Alcolumbre", disse Marinho.
"Tereza sempre esteve conosco e seguirá", declarou Portinho na chegada ao encontro partidário.
Davi Alcolumbre articula sua permanência no cargo apoiado pelo União Brasil (União), por ala do Centrão e pela base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Diante desse quadro, os articuladores da oposição tentam buscar votos adicionais fora de seu núcleo direto para assegurar o resultado.
No evento com a participação do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, e da deputada Bia Kicis (PL-DF), Marinho apresentou a postulação como um gesto de pacificação e citou a anistia. Ele mencionou a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao exterior e fez críticas ao Judiciário e ao Poder Executivo.
"Esse governo olha para nós como inimigos, não como adversários", afirmou.
Ao citar sua trajetória ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador defendeu que a candidatura representa a preservação das garantias democráticas e institucionais.
"Desse lado está a democracia, o respeito à liberdade, ao livre-arbítrio", concluiu Marinho.


