CCJ da Câmara aprova diretrizes para ações de prevenção às drogas em escolas
Projeto de lei prevê capacitação de professores e integração entre escola, família e comunidade
O deputado Diego Garcia relatou a proposta aprovada na CCJ. Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados As instituições de ensino públicas e privadas deverão seguir novas diretrizes para a execução de ações de prevenção ao uso de drogas. A medida foi aprovada na terça-feira (3) pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, em Brasília.
De acordo com o texto aprovado, as ações pedagógicas de combate aos entorpecentes no ambiente escolar devem obedecer às seguintes regras:
- incluir a família e a comunidade;
- considerar a necessária integração das ações dos órgãos e entidades públicas e privadas nas áreas de saúde, educação, trabalho, assistência social, previdência social, habitação, cultura, desporto e lazer;
- promover a ampla participação social na sua formulação;
- desenvolver a capacitação dos profissionais da educação para a prevenção ao uso de drogas;
- habilitar os professores e profissionais de saúde a identificar os sinais relativos à ingestão abusiva de álcool e de outras drogas e o seu devido encaminhamento; e
- valorizar as parcerias com instituições religiosas, associações e organizações não governamentais para o planejamento e execução das campanhas de prevenção.
A matéria é oriunda do Projeto de Lei (PL 2046/11), de autoria da ex-deputada Iracema Portella (PI). Na comissão, o relator, deputado Diego Garcia (União-PR), apresentou parecer favorável com pequenos ajustes, acolhendo também a emenda aprovada pela Comissão de Educação.
Ao fundamentar a decisão, o relator destacou o alinhamento do texto com as garantias legais voltadas à infância e à juventude.
"A proposta se harmoniza com o artigo que impõe à família, à sociedade e ao Estado o dever de assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à saúde, à educação e à dignidade", afirmou Diego Garcia.
Por ter sido apreciada em caráter conclusivo, a proposta poderá seguir diretamente para o Senado. A votação no Plenário da Câmara dos Deputados só ocorrerá caso seja apresentado um recurso formal pelos parlamentares.
* Com informações da Agência Câmara de Notícias


