André Mendonça concede prisão domiciliar ao empresário Maurício Camisotti
Decisão do ministro do STF impõe tornozeleira eletrônica a investigado por descontos irregulares no INSS.
Foto: Carlos Moura/SCO/STF O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a conversão da prisão preventiva do empresário Maurício Camisotti em prisão domiciliar. A decisão individual foi proferida nesta quinta-feira (5).
O investigado, que permanecia detido desde setembro de 2025, passará a cumprir restrições fora do estabelecimento prisional. Conforme a determinação judicial, mantida em sigilo, foram fixadas medidas cautelares que incluem o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e a proibição de manter contato com os demais envolvidos.
Maurício Camisotti é alvo de apurações sobre esquemas de descontos não autorizados nos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A relatoria do processo na Suprema Corte está sob a responsabilidade do ministro André Mendonça.
Em manifestação oficial, a defesa do empresário argumentou que a manutenção da custódia preventiva não se justificava mais, declarando que o cliente não agiu para atrapalhar os trabalhos de investigação.
"A liberdade deferida segue o entendimento da Suprema Casa e da legislação pátria, já que a custódia cautelar não pode, jamais, se transmutar em antecipação de pena. Aguardar-se-á o desfecho da investigação e de eventual processo e ele cumprirá todas as medidas restritivas determinadas", afirmaram os advogados de defesa.


