Governo define 27 minerais críticos prioritários para investimentos
Classificação em três níveis de prioridade vai orientar recursos federais para impulsionar a industrialização no Brasil.
Foto: Júlio César Silva/MDIC O governo federal oficializou a relação de 27 minerais críticos e estratégicos que terão preferência no direcionamento de recursos públicos e incentivos no país. A decisão foi tomada na tarde desta quinta-feira (5) durante reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos.
O direcionamento atende às diretrizes da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, sancionada em 16 de setembro deste ano após aprovação no Congresso Nacional. A legislação estabelece o aporte de até R$ 7 bilhões em incentivos para projetos de processamento e transformação industrial desses insumos.
A meta central da medida consiste em criar uma indústria nacional apta a processar esses minerais e transformá-los em produtos prontos, como baterias de veículos elétricos, evitando que o país atue apenas como exportador de matéria-prima. O ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, reforçou o objetivo da mudança de patamar econômico.
“Por muito tempo exportamos essa riqueza em estado bruto e importamos o produto pronto, com valor agregado lá fora. Queremos romper esse ciclo e definir uma estratégia para o desenvolvimento aqui.”
Ao acompanhar a deliberação do colegiado, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu a construção de parcerias internacionais para alavancar o setor.
“Não queremos fazer com que o Estado seja o senhor supremo da exploração, da transformação, da industrialização. Nós queremos construir parceria, precisamos aprender. Precisamos construir com outros países que queiram participar conosco do processo de transformação e exploração dessa riqueza.”
A elaboração da listagem integrou mapeamentos técnicos conduzidos pelo Ministério de Minas e Energia (MME) , pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A classificação dos minerais baseou-se em cinco critérios: risco geopolítico, concentração da oferta, capacidade de substituição do item, posição do Brasil na cadeia de produção e dependência em relação a outros países.
Os minerais no topo da lista, como níquel, grafita e lítio, possuem aplicação essencial em baterias de veículos elétricos, ímãs permanentes e sistemas de armazenamento de energia. Atualmente, o Brasil detém a segunda maior reserva mundial de grafita, a terceira de níquel e a quarta de manganês.
De acordo com o conselho, a relação aprovada não é definitiva e outros minerais poderão ser incluídos futuramente, a depender do preenchimento dos critérios estabelecidos.
Confira a divisão dos 27 minerais aprovados pelo governo federal:
Prioridade alta
- Terras raras
- Grafita
- Lítio
- Níquel
- Cobalto
- Cobre
- Manganês
- Silício
- Urânio
Prioridade média
- Tungstênio
- Cromo
- Vanádio
- Tântalo
- Titânio
- Fosfato
- Potássio
- Enxofre
Prioridade baixa
- Nióbio
- Estanho
- Ferro
- Zinco
- Ouro
- Magnésio
- Molibdênio
- Tório
- Alumínio
- Grupo da Platina
* Com informações da Agência Brasil


