TSE mantém propaganda de Lula que cita Flávio Bolsonaro e cortes sociais
Ministra Estela Aranha rejeitou pedido liminar por avaliar que não há elementos suficientes para suspender veiculação no rádio.
Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE A propaganda eleitoral da campanha do presidente Lula (PT) continuará sendo veiculada no rádio após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ministra Estela Aranha rejeitou o pedido liminar apresentado por Flávio Bolsonaro (PL), que tentava barrar a peça publicitária imediatamente e impedir sua transformação em inserções para rádio e televisão.
Ao analisar a tutela de urgência requerida pela defesa, a relatora avaliou que a ação está em fase preliminar. Para a magistrada, "não há elementos suficientes para justificar a retirada imediata do conteúdo", o que garante a permanência da transmissão até a análise definitiva do mérito.
A disputa jurídica questiona inserções transmitidas nos períodos da manhã e da tarde do dia 17 de outubro durante o horário gratuito. No programa impugnado, a propaganda petista vinculou a candidatura adversária a uma redução de R$ 250 bilhões no orçamento público, com impacto direto em benefícios como Bolsa Família, Pé-de-Meia e Farmácia Popular.
A representação de Flávio sustentou que tais afirmações são falsas e descontextualizadas, estendendo a queixa a apontamentos sobre regras de aposentadoria e política de armas. O senador também refutou a acusação veiculada de que pretendia agir para extinguir o fim da escala de trabalho 6x1 por meio da anulação da respectiva emenda constitucional.
O parlamentar contestou ainda o trecho que o associou ao recebimento de recursos financeiros de Daniel Vorcaro e que o qualificou como "duas caras". Com a rejeição da medida urgente, o material questionado segue liberado para veiculação até o julgamento definitivo da representação pelo tribunal.


