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,23/10/2026

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Deltan Dallagnol vai ao TSE e relata falta de acesso a documentos da campanha de Lula

Escalado por Flávio Bolsonaro para analisar dados sobre sigilos, senador eleito alega que registros exigidos não constavam no processo do tribunal.


Deltan Dallagnol vai ao TSE e relata falta de acesso a documentos da campanha de Lula Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) esteve nesta sexta-feira (23) na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, para verificar os documentos apresentados pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Escolhido pela equipe de Flávio Bolsonaro (PL) para examinar o material, o parlamentar declarou que os arquivos não estavam disponíveis para consulta nos autos.

Segundo Deltan, a chapa adversária comunicou a entrega das informações, mas os dados não puderam ser acessados no sistema. "A campanha do Lula disse que apresentaram os documentos ontem à noite, mas ninguém viu até agora nada. Não está no processo, a gente não conseguiu acesso até agora", afirmou.


A ida ao tribunal teve como foco checar pedidos feitos pela equipe de Flávio, envolvendo gastos públicos e registros ligados a pessoas próximas ao presidente. "Eu tô aqui na frente do TSE pra ver os documentos do cartão corporativo do Lula e da Janja, as visitas do Vorcaro pro Lula, as visitas da Roberta Luchsinger pros ministros do Lula", declarou o senador eleito.

Outro ponto levantado por Deltan foi a manifestação da empresária Roberta Luchsinger, que afirmou não ter consentido com a abertura de dados pessoais pela campanha petista. "A Roberta Luchsinger veio a público e desmentiu a campanha do Lula, disse no vídeo hoje que ela não autorizou o levantamento dos sigilos dela coisa nenhuma", destacou.

Apesar da fala da empresária, as informações solicitadas pelo grupo de Flávio não dependem de autorização individual por envolverem a administração pública federal. A lista inclui viagens em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), reuniões em pastas federais e registros de entrada e saída nos palácios do Planalto e da Alvorada entre 2023 e 2026.
















A fiscalização decorre de um acordo prévio entre as campanhas de Lula e Flávio para a liberação de sigilos bancário, fiscal e telefônico. Os dois lados, contudo, ainda divergem em relação aos prazos e ao formato de disponibilização dessas informações na Justiça Eleitoral.




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