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,23/10/2026

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Camilo Santana afirma que Flávio Bolsonaro descumpriu acordo de abertura de sigilos

Coordenador da campanha de Lula declarou que adversário perdeu prazo acertado e impôs exigência de decisão judicial.


Camilo Santana afirma que Flávio Bolsonaro descumpriu acordo de abertura de sigilos Camilo Santana durante pronunciamento sobre o acordo de abertura de sigilos dos candidatos à presidência. Foto: Reprodução/Instagram/@camilosantanaoficial

O coordenador da campanha de Lula, senador Camilo Santana (PT-CE), acusou Flávio Bolsonaro (PL) de descumprir o acordo para a divulgação dos sigilos dos presidenciáveis nesta reta final de segundo turno. De acordo com o parlamentar, o adversário não atendeu ao que havia sido pactuado entre as equipes para a abertura das contas. Ao criticar a postura da chapa concorrente, o petista afirmou que "Flávio Bolsonaro fugiu, não aceitou o desafio do presidente Lula".

O congressista explicou que as duas campanhas haviam estabelecido um limite até as 23h59 de quinta-feira para o envio das informações ao tribunal. Segundo Camilo, os representantes de Lula protocolaram antecipadamente os dados fiscais e administrativos cobrados pela oposição. O coordenador declarou: "Demos até 23h59 para que eles apresentassem toda a documentação. Nós fomos lá 20h30, apresentamos inclusive o que eles estavam cobrando, todos os pagamentos do cartão corporativo, apresentamos a agenda do presidente do Palácio da Alvorada, os voos da FAB, está tudo lá protocolado".

Por outro lado, a equipe de Flávio teria descumprido o horário combinado e entregue apenas procurações ao processo. Camilo apontou que esses termos condicionavam o acesso público aos dados a uma autorização do próprio tribunal, travando a liberação imediata. "Só hoje eles protocolaram umas procurações", declarou o senador ao relatar o atraso da chapa adversária.


A alegação sobre a exigência de aval jurídico, contudo, foi descartada pelo relator da matéria no Tribunal Superior Eleitoral, ministro André Mendonça. O magistrado ressaltou que cabe apenas aos próprios candidatos decidir se querem publicar seus extratos bancários, fiscais e telefônicos. De acordo com o entendimento do relator, essa divulgação é voluntária e não necessita de nenhuma autorização judicial prévia.















O impasse começou durante o debate eleitoral do último domingo (18), quando o candidato petista propôs a quebra mútua das informações reservadas. Flávio apresentou exigências dias depois, levando ambos os lados a firmarem um documento oficial perante a Justiça Eleitoral.




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