Manifestantes espalham cartazes de Flávio Bolsonaro como procurado nos Estados Unidos
Ação de grupos políticos ocorre após o senador deixar o Brasil rumo ao território norte-americano; parlamentar não é considerado foragido pelas autoridades.
Cartazes com imagem do senador foram afixados em cidades americanas por grupos ativistas. Foto: Reprodução/Redes sociais Manifestantes espalharam cartazes com a indicação de "procurado" e a fotografia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em locais dos Estados Unidos. O ato protestou contra o parlamentar, derrotado na disputa pela Presidência da República no segundo turno por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nos panfletos afixados em solo americano, os manifestantes atribuem ao congressista condutas como tentativa de golpe de Estado, lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa, desvio de verbas e atos contra o Estado Democrático de Direito. Apesar das peças o tratarem como "procurado", o político não é considerado foragido pela Justiça brasileira.
A viagem de Flávio Bolsonaro com a esposa, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas para o exterior ocorreu dois dias depois do resultado das urnas. A saída se deu após a Polícia Federal (PF) requerer a apreensão de seu passaporte, medida autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), diante do temor do senador em relação a decisões judiciais.
Atualmente, o parlamentar responde a dois procedimentos investigativos perante a Suprema Corte. Um dos inquéritos analisa suposta lavagem de recursos financeiros por meio de apostas virtuais, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, enquanto a outra apuração examina o financiamento da produção cinematográfica "Dark Horse", que aborda a trajetória de Jair Bolsonaro (PL).
Os manifestantes declararam também que o presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano) auxiliou na ida de Flávio ao país e buscou interferir no pleito nacional. Em reação ao cenário eleitoral, Trump mencionou sem provas que a votação brasileira apresenta indícios de ter sido "fraudadas" e acrescentou que o brasileiro pode permanecer em solo americano pelo "tempo que desejar".
Por outro lado, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, assegurou que o governo dos Estados Unidos não teve participação direta na saída do senador, embora a entrada tenha sido autorizada.
Após chegar ao território norte-americano, o congressista divulgou um manifesto no qual se definiu como "líder do Brasil", corrigindo trecho divulgado uma hora antes que o identificava como "verdadeiro presidente eleito".


