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,03/11/2026

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Gilmar Mendes aponta falta de neutralidade na gestão do TSE durante as eleições de 2026

Ministro declarou que silêncios e hesitações na liderança do tribunal colocaram a integridade do processo eleitoral sob risco.


Gilmar Mendes aponta falta de neutralidade na gestão do TSE durante as eleições de 2026 O ministro Gilmar Mendes durante sessão plenária do STF. Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, fez críticas públicas à condução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o processo das eleições presidenciais de 2026. A manifestação ocorreu por meio de uma publicação na rede social X.

Sem mencionar nomes diretamente, Mendes questionou a postura adotada por quem esteve na liderança da corte eleitoral durante a disputa. De acordo com o integrante do STF, a condução das eleições exige posicionamentos firmes, ressaltando que "silêncios e hesitações não são neutros".

Atualmente, o TSE tem como presidente o ministro Kassio Nunes Marques e como vice-presidente o ministro André Mendonça, ambos também membros do STF. Gilmar Mendes avaliou que cabia à direção do órgão atuar de maneira isenta perante a disputa política. "De quem está na condução do órgão que organiza o pleito espera-se a postura de árbitro equidistante que a Constituição pressupõe", sustentou o magistrado.

Foto: @gilmarmendes/Reprodução X

Segundo a avaliação de Mendes, a imparcialidade do processo eleitoral acabou assegurada pela atuação conjunta do conjunto de ministros do tribunal. Contudo, ele advertiu que a estabilidade das instituições não deve depender exclusivamente da ação coletiva. "Desta vez, a colegialidade cumpriu seu papel. A solidez do processo eleitoral, contudo, não pode depender apenas da força do colegiado", pontuou.

O ministro frisou ainda que a omissão de posicionamentos por parte da chefia pode resultar em entendimentos conflitantes entre decisões judiciais. Ele destacou que falhas na origem acabam forçando outras instâncias a intervir, servindo também como argumento para questionamentos à segurança das urnas.

Os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça chegaram ao STF por indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro, do Partido Liberal (PL). Ao longo do período eleitoral, a atuação da dupla no comando do TSE sofreu acusações de favorecimento à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e de prejuízo à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT).

As contestações à gestão de Kassio se intensificaram no domingo do segundo turno das eleições. Diante de relatos de escassez de transporte público em diversos municípios, tanto o PT quanto o PL formalizaram pedidos para estender o encerramento da votação das 17h para as 19h.

Sem que houvesse uma definição por parte da presidência do TSE, o PT ingressou com medida perante o STF. Sorteado como relator do caso, o ministro Cristiano Zanin determinou a prorrogação do horário até as 19h, em decisão divulgada exatamente três minutos antes das 17h.

Em razão do horário do comunicado, a prorrogação aplicou-se apenas aos locais de votação onde os trabalhos ainda continuavam abertos. A determinação motivou Flávio Bolsonaro a questionar o resultado do pleito vencido por Lula, alegando parcialidade por parte de Zanin, que atuou como advogado do presidente eleito no passado.




















A Justiça Eleitoral rejeitou qualquer indício de irregularidade na apuração dos votos. O TSE informou que aproximadamente 34 mil eleitores votaram após as 17h, montante insuficiente para alterar o resultado final, no qual Lula superou Flávio por mais de 4 milhões de votos de diferença.




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