Bolsonaros viraram fardo político para Trump nos EUA, afirma ministro José Guimarães
Integrante do governo do presidente Lula comentou nas redes sociais o impacto da viagem do senador Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos.
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), afirmou em publicação na rede social X que a presença da família do ex-candidato presidencial em solo norte-americano se tornou um obstáculo de ordem política para o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump (Partido Republicano). O pronunciamento ocorreu após a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do território brasileiro rumo à América do Norte. De acordo com o integrante do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), "a família Bolsonaro virou um fardo político" para o mandatário estadunidense.
A manifestação do representante ministerial surge em um momento de atenção eleitoral nos Estados Unidos, onde o eleitorado se prepara para escolher parlamentares para a Câmara dos Representantes e renovar uma fatia das cadeiras do Senado. Na mesma mensagem, a autoridade brasileira citou posicionamentos do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, sobre a ausência de auxílio estatal no deslocamento do congressista. O ministro declarou que "Marco Rubio agora nega que o governo dos EUA tenha ajudado Flávio Bolsonaro a fugir do Brasil. O episódio ganha ainda mais repercussão às vésperas das eleições de meio de mandato, quando os norte-americanos vão às urnas para renovar a Câmara dos Representantes e parte do Senado".
No mesmo desabafo digital, o auxiliar do Palácio do Planalto apontou questionamentos de cidadãos estadunidenses sobre a destinação de infraestrutura governamental para acolher investigados por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ministro pontuou que o debate ganha tração enquanto se alega restrição orçamentária para a assistência à saúde pública local. Sobre esse cenário, o integrante do governo questionou: "A pergunta que incomoda Trump vem do próprio eleitorado: por que o governo Trump alega não ter recursos suficientes para garantir saúde à população, mas utiliza sua estrutura para acolher uma família estrangeira cercada de denúncias graves envolvendo corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas?".
A viagem do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos ocorreu acompanhada de sua esposa, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas do casal. O parlamentar deixou o país sob a alegação de se considerar alvo de perseguições e de medidas que classifica como ilegais por parte do Supremo Tribunal Federal (STF).
O deslocamento ao exterior deu-se na sequência do segundo turno das Eleições 2026, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou a reeleição ao registrar 64.256.232 votos (51,79%), superando os 59.826.041 votos (48,21%) obtidos pelo candidato adversário. Sete minutos após a oficialização da apuração pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Polícia Federal (PF) formalizou o pedido de retenção do passaporte do parlamentar e o bloqueio de saída do país, solicitação devidamente autorizada pelo Judiciário.


